Artigos · Gestão de campanhas e conversão

Os anúncios trazem visitas, mas o site não vende: onde pode estar o problema?

Há pessoas a chegar ao teu site, mas as vendas não acompanham. Antes de aumentar o orçamento dos anúncios, vale a pena perceber o que acontece depois do clique.

Uma visita não é uma compra. A pessoa ainda precisa de encontrar o que procura, perceber a oferta, confiar no negócio e conseguir terminar o pedido sem dificuldades.

Na gestão das campanhas, olho para esse percurso. Os anúncios podem precisar de ajustes, mas a experiência no site também faz parte da análise.

Primeiro, perceber se estamos a trazer as pessoas certas

Ter visitas, por si só, não diz se a campanha está a cumprir o seu objetivo. É preciso perceber o que prometemos no anúncio, quem estamos a alcançar e para onde enviamos essas pessoas.

Um anúncio pode despertar curiosidade sem trazer intenção de compra. Também pode apresentar uma oferta que não se encontra facilmente na página de destino. Por isso, analiso as campanhas e o site em conjunto, antes de concluir onde está o problema.

A oferta precisa de ficar clara

Quando alguém chega à página, consegue perceber rapidamente o que está a comprar? Sabe para quem é o produto, o que inclui e porque pode fazer sentido para si?

Nem sempre falta mais texto. Às vezes, falta colocar a informação certa no sítio certo. Uma descrição confusa ou uma condição importante escondida pode deixar a pessoa com dúvidas suficientes para sair.

As dúvidas dos clientes precisam de resposta

Antes de comprar, as pessoas podem querer saber como funciona a entrega, quais são as condições de devolução ou se o produto é adequado ao que procuram.

Essas dúvidas variam de negócio para negócio. O trabalho começa por perceber quais se repetem e se o site lhes dá uma resposta clara. As avaliações autênticas de clientes também podem ajudar a mostrar experiências reais, desde que sejam apresentadas com rigor.

O processo de compra tem de funcionar

Vale a pena percorrer o site como um cliente, sobretudo no telemóvel. Abrir o produto, escolher as opções, adicionar ao carrinho e avançar até ao pagamento.

Há algum botão difícil de encontrar? Aparecem custos que não estavam claros? Algum campo dá erro? É fácil perceber o passo seguinte?

A equipa que desenvolve o site implementa as alterações técnicas. Na gestão de campanhas, identifico possíveis obstáculos à conversão e partilho recomendações para melhorar esse percurso.

O que aconteceu num e-commerce de gaming

Num projeto que acompanho, comecei a produzir os criativos de que as campanhas precisavam em abril de 2026. Nesse mês, o ROAS de compras em Meta Ads chegou a 3,55. Ou seja, a plataforma atribuiu 3,55 em valor de compras por cada unidade monetária investida em anúncios.

A melhoria não se manteve de forma contínua nos meses seguintes. Continuei a otimizar as campanhas e a recomendar alterações no site para responder às objeções dos clientes e reduzir obstáculos à compra. Setembro terminou com ROAS de 1,84.

Depois do lançamento do novo site, que incorporou várias dessas recomendações, o ROAS foi de 5,25 entre 1 e 11 de outubro de 2026.

Esta evolução reforça a importância de olhar para a experiência de compra. Mas os dados não permitem atribuir toda a diferença ao site: o trabalho nas campanhas continuou, os períodos têm durações diferentes e outros fatores podem influenciar os resultados. O ROAS também não representa lucro.

Podes conhecer o contexto e os dados no caso completo de e-commerce de gaming.

E quando o site já está preparado para vender?

Num e-commerce de suplementação, comecei a gerir as campanhas em setembro de 2026 com um site já otimizado e preparado para a venda. Nesse caso, o trabalho centrou-se nos testes de criativos e na análise dos produtos e das mensagens que geravam compras. Uma das minhas recomendações foi integrar avaliações autênticas de clientes nos criativos, em vez de usar apenas capturas de ecrã.

Nas primeiras duas semanas de setembro, o ROAS de compras da conta foi de 2,00. Na terceira semana, chegou a 6,48 e, no restante mês, ficou em 5,06. Setembro terminou com um ROAS global de 3,91. Entre 1 e 11 de outubro de 2026, o ROAS global foi de 5,31.

Na terceira semana de setembro, uma campanha de remarketing registou um ROAS de 20,10. Esse resultado pertence apenas àquela campanha e àquele período. O ROAS global da conta na mesma semana foi de 6,48.

Ter um site preparado para vender permite concentrar o trabalho nas campanhas, mas não elimina a necessidade de testar e otimizar. Este caso também mostra porque prefiro apresentar a evolução ao longo do tempo, em vez de destacar apenas o melhor resultado. São resultados históricos, sem garantia de repetição, e ROAS não é lucro.

Podes conhecer o trabalho desenvolvido no caso completo de e-commerce de suplementação.

Aumentar o orçamento não resolve todas as dificuldades

Antes de investir mais, procuro perceber se as campanhas estão a atrair as pessoas certas e se o site lhes dá condições para avançar.

Não existe uma alteração que garanta vendas. Existe um trabalho de análise, identificação de dificuldades e melhoria contínua, adaptado a cada negócio.

Se tens visitas e poucas vendas, podemos começar por avaliar as campanhas e o percurso até à compra. Fala comigo sobre o teu projeto.

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